LEANDRO DE SOUZA CRUZ 26/03/1986 !!! BLOG FUNDAMENTADO EM QUESTÕES PSICOLÓGICAS, FÍSICAS, SUBJETIVAS E PROFUNDAS !!!


06/11/2008


CI

 

Meu ato de escrever sentimentalidades

Um longo caminho a percorrer

Fatos que acontecem viram temas

Cada letra de minha vida sofrida

Das lágrimas que alagaram folhas de rascunho

O amor descrito pelo meu próprio punho

Fundido a minha alma aérea

As pessoas que não vieram

E que deixaram ilusões subjetivas

Um simples pensamento torna-se alternativa

Dezenas de pessoas leram meu sofrer

Também presenciaram minha alegria em viver

Que tenho muitas experiências pra colher

Agradecido por cada elogio

Que tanto me aqueceram quando era frio

O beijou que faltou

Aquelas que não corresponderam minha admiração

Permanecem cuidadosamente guardadas

A esperança vinda do meu olhar

Meu corpo pronto a continuar

Seguindo uma grande procura

Externar meu mundo é minha cura ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 06/11/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 22h54
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02/11/2008


C

 

A ansiedade consome

Um fato está por vir

O relógio desacelera

Minutos parecem uma vida inteira

Dedos sangrando de apreensão

Suor Desconfortante

O sono leve como pena

Alguém que não vem

E que talvez nem chegue

Nem sei se mereço

Nem sei se conheço

Essa jóia prestes a explodir

Tudo voltará à tona como antes

Em algumas horas

Imagem luz

Quando esperar torna-se suspense

O olhar aflito e atento

Pés que nunca param de bater ao chão

Aguardo

Espero

Nem mesmo sei se posso ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 31/10/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 20h49
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09/10/2008


XCIX

 

Como desatina essa dor de amar-te

A voz que de tanto presa não expande

Esse coração maltratado enquanto vida

Amargo sabor da indiferença

Tu que veio

Foste feito raio

Simples ilusão

Retornes em meus pensamentos

Abrilhantes meus sonhos mais penetrantes

Recolha-me deste breu

Pois tu és luz

O calor que tanto necessito

Inebriado nesta noite

Extasiado confrontando a lua

Que traduz sua imagem

Que revela seu hipnotismo

Figura que se eleva

Deusa

Como um veneno de serpente

Contamino-me

Escalo esse monte até atingir-te

Melindrado e receoso

Conciso nas palavras

Porém imenso e apto para ti

 

(de Souza Cruz, Leandro 09/10/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 22h15
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23/09/2008


XCVIII

 

Toquei como sempre

Solei como nunca

Nunca tive tanta inspiração num anoitecer de segunda

A vida é como uma maratona

E devemos apenas parar pra beber a água da inteligência

A força vinda de minha alma

Mesmo sem ter por quem lutar

Luto por mim mesmo

Mesmo perdendo por mil vezes minha preciosa calma

Mesmo perdendo por mil vezes, mil coisas

Uma mulher feito miragem

Uma banda de garagem

Uma luz prestes a ser ascendida

Numa enorme explosão de idéias pro mundo

Estamos deitados pra sonhar

Nus, bêbados a desfrutar

Sereno a luz do luar

Quem me dera se tivesse você junto aqui comigo

Perigo

O cigarro ainda nos seduz quando jovens

Como muitas coisas que nos fazem transgredir

Dizer bem alto que queremos fugir

Às vezes sem saber pra onde e de quem

Somos frustrados sem se frustrar

Odiamos ao invés de amar

Graças à falta de reflexão responsável ativa

Tudo se resolve numa madrugada

Uma garrafa de álcool

Um carro veloz

Mil estrelas no céu de verão

Sentado a compor

Toquei como sempre

Solei como nunca ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 22/09/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 21h12
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18/09/2008


XCVII

 

Não me venha com DEUS para os meus problemas

Não quero ser santo

Na verdade estou excessivamente louco

A dizer insultos

A falar coisa com coisa

O mundo não me ouve

Nem você

Fugindo para dentro de mim mesmo

Sedado por antibióticos

Meu castigo é viver muitos anos

Mesmo parecendo poucos

Mal viver

Tropeçar e cair

Voltando sem ter ido

Sou como um grão de areia

Apenas mais um

Passo despercebido

Maldita estória da cegonha

Maldita fertilidade

Quando chego à margem

Uma onda me arrasta outra vez

Tire esses remédios da minha frente

Traga-me um psiquiatra

Acuse-me de tudo

Menos de surdo

Que indagarei o possível

Sou intruso nessa festa da vida

Não recebi nenhum convite

O garçom não me serviu champagne

E o segurança já me olha de reprovando minha presença

Foragido há anos

Nem mesmo sei de onde

Essas sombras que me perseguem

Não há tempo para lamentações

Porque a tristeza vem em turbilhões

Nem sei como será o final da minha novela

Pois o escritor desistiu de mim protagonista

Dessa vida que mais parece um monólogo ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 18/09/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 15h51
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03/09/2008


XCVI

 

Acho que perdi meu isqueiro

Eu trabalho inteiro

E só fumo de vez enquando

Dizem que isso é errado

Mas que mal há nisso

Eu só quero relaxar

E não ter que no amanhã pensar

Quero festas, badalações

Nada de acordar cedo e reuniões

Vou virar o mundo de pernas pro ar

Vários drinks e mulheres numa mesa de bar

Vou voar pelo mundo afora

Nunca me espere, por favor, porque eu não tenho hora

Tenho milhares de amigos

Dezenas de noites

Convivendo com o perigo

Vida louca

Nessa curta madrugada

A 180 KM/H

Vou abraçando minha história

Vou virar o mundo de pernas pro ar

Vários drinks e mulheres numa mesa de bar

Vou voar pelo mundo afora

Nunca me espere, por favor, porque eu não tenho hora ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 29/08/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 18h48
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19/08/2008


XCV

 

Mergulho em novas emoções

Toda plenitude que desejo

Digo adeus às frustrações

O não deixou de ser monstro

Meu corpo cada vez mais ereto

Enxergo muito mais longe nessa imensidão

Vejo a calmaria desse mar

Que antes revolto em solidão

Hoje sereno e receptivo

Altivez é a palavra

Vivamente ativo

Exorcizei coisas minúsculas

Expulsei também pessoas minúsculas

Ascendi à luz

O longo campo desabitado tornou-se povoado

Chega de silêncio

Façam balburdia

O espetáculo da vida somos nós...

 

(de Souza Cruz, Leandro 18/08/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 18h18
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23/07/2008


XCIV

 

Fecho os olhos por alguns minutos

Procurando fugir um pouco de tudo

Mergulhado em um sono profundo

Vivendo fatos que acontecem em meu mundo

As glórias cessaram

Inverno rigoroso

A neve cobre meu rosto

Inunda-me sua falta

Esvazia-me todo interior

Nada cura essa dor

Nem tudo vale no amor

Ser feliz é complicado

Estenda-me a mão

Levantarei dessa solidão

Rumo a dias melhores

De encontro ao verão

Posterior a uma primavera de reflexões

Vinda de antigas paixões

Que resultaram em insônias

Aos pés de uma árvore de outono

Em cima de um grande penhasco

Vento

Lágrimas

Amor

Lástimas

Lanço-me até o riacho

Apenas eu

Conhecendo meu corpo

Lavando as feridas

Conseqüências de uma curta vida

Conseqüências de sua ausência

Seja em vida tudo aquilo que sonhei

Seja em mim tudo que quiseres ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 23/07/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 20h34
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XCIII

 

Dentro de seus olhos posso ver a verdade

Toda verdade que nem você sabe

Que eu tento descobrir

Que eu tento desvendar

Nesse seu mundo complicado quero entrar

Tire essa armadura

Vista a coroa que lhe dou

A felicidade em nosso destino

Mapeando seu corpo tentador

Despudorado

Existem mil formas no amor

Quero sua presença

Exuberante mulher

Suave degustar

Amarga solidão

Fujamos disso

O pôr do sol nos espera

Viajemos em nossas loucuras ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 04/07/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 20h33
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30/06/2008


XCII

 

Continuando a viver

Atrás de emoções

Após varias ilusões

Alta velocidade

A alma se renova

Com doses de adrenalina

Perigo constante

Garrafas

Cigarros

Roncos e gemidos

Amor instantâneo

Prazer momentâneo

Um corpo feito brasa

Amanhecer em loucuras

Sintam meu retorno renovado

Transbordando em vigor

Dançando com a morte a cada anoitecer

Vento no rosto

Braços abertos

Suave gosto

Exageros

Gargalhadas

A música não importa

Destino imprevisível

Olhos sedentos

Voltando a sonhar

Voltando a tona

Voltando a ser jovem...

 

(de Souza Cruz, Leandro 30/06/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 22h27
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11/06/2008


XCI

 

Abandonado

Esquecido

Qual será a minha devida relevância ?

A pedir esmolas

Olho através de um vidro

Apenas olho

Não posso sentir

Estão em meus sonhos

Acordo fixado

Procuro escapar

Fugir

Tentação da carne

Odeio essas carícias trocadas por alheios

Tortura-me

Isso não faz parte do meu universo

Amargo

Triste

Frio

De um céu cinzento

De chuvas fortes e intermináveis

Prosseguindo em uma estrada deserta

Imensidão de incertezas

Faz muito calor às vezes

É sertão

Invisível sou

Andarilho impaciente

Onde está o lindo mar que tanto ouvi falar ?

Nem flores

Nem campos perfumados

Guerra e nada mais

Solidão incansável

Meu mundo sem sol

Obscuro

Persevero

Tentando traçar um novo destino

Fazendo com que a minha história possa ser a mais bela possível ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 11/06/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 22h41
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29/05/2008


XC

 

Parte I

 

Vindo de mares revoltos

Sentindo o aproximar da morte

Chegando a uma terra incógnita

Seres estranhos

Desnudos

Pecaminosos

Primitivos

Oh lindo paraíso !

Desprezado de início

Colônia de exploração de longos anos

Ouro

Riquezas

Sangue penetrando o solo

Vocês serão nossos

Em troca lhe dou simples bens

A lágrima do trabalho forçado

O enriquecimento da coroa

A devastação indígena

Das chicotadas na pele afro

Esse é o hipócrita poder branco hierárquico ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 27/05/2008)

 

Parte II

 

Enxergamos ao longe grandes embarcações

Bandeiras a tremular

Espantoso

Pálidos

Excessivamente trajados

Pareciam amistosos a principio

Ameaçadores em pouco tempo

Pobre de minha família

Pobre de meu povo

Trouxeram-nos a discórdia

A morte

Nosso sangue guerreiro

Lavou o chão do nosso hábitat

Tentaram nos escravizar

Esse solo nos pertence

Não nos roubem

Suas armas de fogo não têm alma

Nessa terra vivemos

Que nos dá o fruto da existência

Riqueza de nós indígenas ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 28/05/2008)

 

Parte III

 

Roubaram-nos de nossa terra

Martirizaram nosso povo

Em nome do trabalho escravo obrigatório

Assim vivemos por alguns séculos

Trazidos por impulso de uma febre

De um longo e triste tempo de viagem

No caminho morreram semelhantes

Não perdoaram também nossos filhos

Transformaram-nos em moeda

Abusaram do nosso corpo

Condenaram nossos deuses

Lutamos com a força de Palmares

A força do trabalho serviu para luta

As chagas do castigo no futuro serão amuletos

Dessa nossa raça sofrida

Marcas eternas

Salve Quilombo !

Salve a liberdade !

Vigor ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 29/05/2008)

 

Portugueses

Índios

Negros

Assim inicia nossa saga ...

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 20h48
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12/05/2008


LXXXIX

 

Amor a terra que conquistei

Nela me estabeleci

Fui criado para vencer

Lágrimas de um triunfo

Abençoado lar

Amor a terra que conquistei

Que me traz tanto conforto

Que me faz tão seguro

Onde me guardo

Onde sonho

Amor a terra que conquistei

Minha fortaleza protegida

Amanheço e anoiteço

Realizado estou

Glorificado e santo lugar

Amor a terra que conquistei

De meus antepassados

Reino do futuro

Berço de novos pensamentos

Aqui nasci e morrerei ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 12/05/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 21h23
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08/05/2008


LXXXVIII

 

Soberba

Sinônimo de orgulho excessivo

Arrogância

Que um dia vi e levo como lição

Fraqueza

Silenciosa e às vezes rumorosa

Uma falsa força existente

Que destrói

Doença punível

Não deveria existir no dicionário da vida

Porém permanece em muitos

Mata

Derrota anunciada

Soberba

Escassez de humildade

A vida não permiti

Ausência de respeito

Privação de sensibilidade

Elevação momentânea

Desfecho em queda

Pune os que a aderem ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 08/05/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 20h27
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15/04/2008


LXXXVII

 

Fidelidade

Adversidade do mundo

Tudo conspira para que não haja

O pecado da carne clama mais alto

O sentido sobressai ao sentimento

A pureza virou defeito

O sexo passou a ser rotina

Quem não o faz é dito fracassado

Amor é da boca para o vento

Que o propaga como publicidade capitalista

''Quem ama compra''

Infidelidade

Para o homem uma grandeza

Para mulher a morte

Direitos iguais ?

Novas ideologias surgem

Fêmeas copiam as ignorâncias dos machos

Quando podiam ser mais inteligentes

Quando todos nós poderíamos também ser

O ser humano a cada segundo torna-se mais individualista ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 15/04/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 22h17
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05/04/2008


LXXXVI

 

Viva se for capaz

Nessa selva de horrores

O ser humano individualista

Sedento de fome

Egoísta

Festival violento

Violentador

Mortes

Dores

Apocalipse antecipado

Sinta o gosto amargo

Assim como eu sinto

Compaixão é como ouro

Escasso

Quase que inexistente

Espaços invadidos

Destinos sofridos

Sofríveis

Sofremos

Suor sagrado

Mãos que se perdem das outras

A corrente pelo avanço precisa de força

Nossas mentes necessitam de luz

Vemos e ouvimos um amor falso

Os fracos que se mudem daqui

Corremos e prosseguimos de pés descalços

Ultrapassando milhares de percalços

Enquanto somos vida

Enquanto somos Brasil ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 04/04/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 12h49
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11/03/2008


LXXXV

A derrota me abraça devotamente
Recomeçar torna-se constante
Não vejo nada além de neblina
Cobranças
Sou invisível ao olhar feminino
Venho lutando em vão
Quando Deus parece fingir não me escutar
Fico desamparado
Caindo e levantando seguidamente
A vida me faz sangrar
A vida nem sempre é justa
A vida me assusta
No olho de um furacão de fatos
Meu escudo rachou
Foram muitas batalhas
Cabeça pende pra baixo
Devo ergue-la
Penoso
Tenho milhões de motivos para desistir
A palavra não
Atormenta-me
Minhas bases sendo destruídas
Sou tão jovem como muitos
Ao mesmo tempo tão velho e cansado
Adquiro sabedoria
Defesa
Abençoado por ver o sol
Contemplo as estrelas
Sou nobre mesmo sendo boicotado
Simplesmente Leandro ...

(de Souza Cruz, Leandro 10/03/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 08h00
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LXXXIV

Esse meu jeito clássico
Estilo antigo de existir
Forma medieval
Inadequado perante essa modernidade assustadora
Meu mundo criado e idealizado
Refúgio recorrente
Amada vida triste
Mais um copo vazio quebrado
No cair das águas que lavam minhas lágrimas
Um homem naufragado em um mar de incertezas
A procura da luz redentora
Sorriso contido
Recomeço mais uma vez
Redundância dizer isso
Um sofá me conforta como se fosse uma mulher
Músicas alimentam minhas fantasias
Sonhos
Devaneios
Domingo melancólico
De um nada a lugar algum
Estou vivo
Permaneço em escritas em vão
Antídoto do espírito
De varias interrogações existe uma que perdura
Por que os poetas românticos não podem tocar suas musas ?

(de Souza Cruz, Leandro 09/03/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 07h56
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06/03/2008


LXXXIII

 

Sinto sua ausência sem mesmo ter enxergado um dia

A falta de seu toque

A ausência de sua luz

Reviro-me mil vezes numa noite

Acordo em delírios

Sofro com o som do passar das horas

Meus olhos querem colírio

Meu corpo necessita de calor

Chega de miragem

Você permanece em minha mente

Perdura

Logo eu

Que um dia disse nunca mais

Jamais

Outra vez não

Outra vez sim

Como te desejo

A beira de um desespero

Chega de solidão

Minhas mãos frias

Minha testa suada

Pensamento distante na paisagem

Eu existo

Insisto

Incomôdo nenhum pra mim

Longe de ser mais um

O mesmo relógio que me massacra

Será meu aliado

Posso não ser o melhor

Mas sou único ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 06/03/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 12h30
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LXXXII

 

Com a miséria que obtenho

Construirei o início de meu império

A humildade ficará para o passado

Viverei de ostentações

Ascensão

Ergui-me em glórias

Coração em intenso inverno

Ambição

Orgulho de galgar no sentido das vitórias

Mesmo sozinho obtive êxito

Objetivos

Vou conquistando

Voando aos méritos

Como um lobo sedento

Suando sangue

Engolindo dores

Frustrações

Avançando em conquistas

Olhos sempre abertos

Resistência

Sou eu

O máximo quero

Prazer em existir ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 06/03/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 11h27
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26/02/2008


LXXXI

 

Olhando para ti

Tive a certeza da vitória

Entre nuvens de um dia nublado

Senhor da Razão

De respostas careço

Minha mente confusa

Aflita

Necessito de iluminação

Faça-me um ser inteligente

Já que tu foste

Tu és

Mereço resultado

Após tanta luta

Entrego-me

Nada evolui

A ganância me consome

Tudo que executo não prospera

Meu desejo torna-se reprimido

Transforma-se em ódio

Quem me inspira foge

Esquiva-se da minha bondade

Olhando para ti

Tive a certeza da vitória

Olhando para ti

Tive a certeza de não desistir

O senhor da razão

Disse-me que o tempo é o seu equivalente

E a solução das causas árduas ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 26/02/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 11h05
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20/02/2008


LXXX

 

Nesse metro quadrado triste e frio

Debruçado numa mesa empoeirada

Estou envolto da folhas e idéias vagas

Enclausurado em emoções remotas

Onde a janela torna-se esperança

Quando esqueço toda a minha sede de vingança

Deito-me e limito a sonhar

Um dia algo mais

Um dia tudo mais

Um dia

Sairei daqui direto ao meu reino

Pois não quero continuar pequeno

Serei grande

Talvez eterno

A morte que espere mais alguns anos

Eu sou vida

Calejado de feridas

De dezenas da batalhas perdidas

Desistir jamais

Mesmo quando alguém me envenena

Devo prosseguir

Pois a vitória é uma arte suprema ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 20/02/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 11h39
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12/02/2008


LXXIX

 

Não craves esse punhal da indiferença

Nesse meu peito frágil e debilitado

Exaustivo foi o caminho percorrido

Em que nele apenas tenho sofrido

Do sangue que nunca cessa

Esvai-se numa intensidade furiosa

Enquanto pensamentos negativos contaminam-me

Como um câncer incurável

Contido em meu universo instável

Tu que permanece inerte

Estática

Apática perante mim

Um desconhecido somente

Porém tu és imponente ao esbanjares luz e beleza

Esse teu obscuro interior deverias habitar um ser

Enxergues o que estás próximo e palpável

Luto por ti

Mesmo que não esteja no auge da minha maturidade

Mesmo tendo navegado em mares revoltos

Meu objetivo é atingir o que teu coração ainda não pode entender ...

 

 

(de Souza Cruz, Leandro 11/02/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 13h03
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30/01/2008


LXXVIII

 

Em algumas vezes falamos, falamos e não dizemos nada

Textos seduzem, mas não convencem

A perseverança contínua pode resultar no êxito

Acreditar em qualquer um é errado e perigoso

Cabe o suspeito ou interessado mostrar a verdade

A verdade está nos olhos

Que só podem ser vistos por outros

Os seus

Com os meus

Deveriam encontra-se

A partir disso tudo se encaixa

Você perceberá o que todo esse tempo venho tentando dizer

A razão de uma insistência

Desculpe a sinceridade

Você é fruto de sonhos

Espero que não seja apenas da minha imaginação

Quando voltar acene que estarei o mais próximo ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 28/01/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 08h56
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LXXVII

 

Um dia chuvoso

Várias indefinições

Frio

Estou descoberto

Inquieto

Uma oportunidade

Uma chance

Enxergar

Ouvir

Falar

Em minha frente

Aproximado

Realizar tudo que produz minha mente

Nem que seja uma vez somente

Sua felicidade é meu presente

Em seu veredicto consiste o meu prosseguir

Confiança

Tenha um pouco

Arrisque

Também estou

Meus olhos dirão aos seus

Minhas mãos farão nas suas

Aquilo que precisa

Tudo que tenho

Compartilharei

Trocaremos bondades

Seremos tudo que quisermos ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 23/01/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 08h53
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16/01/2008


LXXVI

 

Sua beleza é excessiva para minha pessoa

Meus textos contêm argumentos insatisfatórios pra lhe convencer

Sou insuficiente pra você

Sou desconhecido

Talvez perigoso

Somente mais um tentando lhe persuadir

Desculpe pelo pessimismo

Fraqueza minha

Precipitação latente

Só me resta observar o tempo

Só me resta aquele velho pensamento que me persegue

Já nasci

Cresci

Não quero apenas com alguém reproduzir

Inevitavelmente envelhecer

Para um dia ter que morrer ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 15/01/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 09h15
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LXXV

 

Morrer

Ainda é muito cedo

Sofrer

Não quero mais

Sorrir

Antes que seja tarde

Sonhar

Com uma possível realidade

Lutar

Mesmo quando parece fim

Descansar

No jardim de um mundo perdido

Dormir

Mantendo um dos olhos sempre aberto

Sentir

Que ainda posso prosseguir

Correr

Atrás do que ainda não veio

Existir

Experiência pro que há de vir

Sangrar

Esse é o preço da glória

Vitória

Sinônimo da minha história ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 14/01/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 09h13
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09/01/2008


LXXIV

 

Quem me dera

Um minuto da sua presença

Alguns segundos de sua voz

Um sorriso contido e acanhado

Apenas um abraço ligeiro

Confirmar sua existência

Contemplar sua aparência

Seu interior tão misterioso

Porém dominante

Suas ações contidas me induzem a continuar

A falar

Talvez a cantar

Prosperar nesse meu objetivo

Que pode parecer às vezes sem sentido

Mas o que está por dentro disso tudo é comprimido

Prestes a explodir

Explosão de palavras

De Atos

Dezenas e dezenas de parágrafos sem nenhum esforço

Somente lembranças instantâneas

Fabulosas

Quem me dera

Um minuto da sua presença

Alguns segundos de sua voz

Um sorriso contido e acanhado

Apenas um abraço ligeiro

Uma noite inteira pra sonhar ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 09/01/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 09h04
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08/01/2008


LXXIII

 

Elogios aparecem no decorrer da vida

Críticas construtivas e descabidas

Admiração a um talento

Ninguém se habilita fechar minhas feridas tão expostas

Nessa hora todos me viram as costas

Ainda tenho muito a acrescentar

Você seria minha redenção suprema

Desarmaria todo esse esquema

Que conspira contra minha felicidade

Minha alma continua pura

Mesmo não sendo tão inocente quanto anos atrás

Continuo erguido

Apesar de ter muito sofrido

Corro incansavelmente ao reino chamado ventura

Lá se encontra uns dos antídotos para minha cura

Que eu não sofra mais nenhum tipo de tortura

Onde eu mesmo me martirizo

Onde eu mesmo me sufoco

Onde eu mesmo me desgasto

Estou em extinção

Sem nenhum tipo de ajuda

Sem nenhuma salvadora mão

Apenas você em meus delírios psicológicos ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 08/01/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 11h26
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07/01/2008


LXXII

 

A melhor coisa que sei fazer na vida é sonhar

Sou um eterno insatisfeito com a realidade

Mas não sou amargo

Você sabe

Imagino milhões de possibilidades

Não quero desperdiçar a mais preciosa chance

Meus dedos nunca cansarão

Minha mente sempre produzirá belas palavras

Porque tenho sua imagem e beleza como inspiração

Serei sempre incansável

Serei sempre amável

Mesmo que você não queira

Você pergunta se é merecedora de tanto

É pouco diante de seu jeito misterioso

Meus olhos ficam atentos a sua imagem

Será que realmente você existe ?

Não seria fruto de uma imaginação ligeiramente fértil como a minha ?

Nem me desespero

Fico realizado apenas com a felicidade que a sua presença me traz

Não posso vê-la

Um dia talvez

A espera de sua volta

Estou aqui sentado e compondo cada vez mais ....

 

(de Souza Cruz, Leandro 07/01/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 16h13
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04/01/2008


LXXI

 

A Noite nos espera

De braços aberto

Muita coisa está por vir

Bebo mais uma cerveja

Incendeio-me para mais um show de horrores

Alterados

Eufóricos

Somos jovens como sempre

Vivemos 160 por hora

Não fazemos parte dessa falsa geração saúde

O que importa é atitude

Amor instantâneo

O Prazer momentâneo

Louvamos a noite

Sua beleza sedutora como seus perigos

Somos fãs do final de semana

Acabaremos com tudo enquanto houver grana

Famintos por diversão

Fugitivos da desilusão

Perseguindo de mais emoção

Seduza-me com seu belo corpo

Noites loucas

Noites selvagens

Roupas ao vento

Copos vazios

Garrafas e mais garrafas no chão

Noites loucas

Noites selvagens

Não sei se estou bêbado ou será fruto de uma miragem ...

 

 

(de Souza Cruz, Leandro 04/01/2008)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 15h29
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20/12/2007


LXX

 

Doses e mais doses me incendeiam

Boêmio na noite

Diversão à vista

Trabalho apenas pra depois

A grana se esvai

Mulheres perfumam o ambiente

Como eu quero mais
Dançamos incansavelmente

Em busca do prazer imediato

Todo pecado cometemos

Sem arrependimento

Sem culpa

Ou pudor

Queremos mais

Rock  N’ Roll

Bar

Bebidas

Mulheres

Sexo

Rock  N’ Roll

Caímos feito loucos

Rolamos em delírios

A música dita nossos atos

Não nos condene

Envelheceremos felizes

Ao som do

Rock  N’ Roll

Bar

Bebidas

Mulheres

Sexo

Não me pergunte onde estarei

Só lhe direi aonde vou

Rock  N’ Roll

Bar

Bebidas

Mulheres

Sexo

O amanhecer pede mais um brinde

Bom dia a todos

Acordarei ao entardecer para mais uma noite de

Rock  N’ Roll

Bar

Bebidas

Mulheres

Sexo

Fruto da nossa mente sem nexo ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 20/12/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 10h01
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19/12/2007


LXIX

 

Como gostaria de ter mais credibilidade em minhas palavras

A sinceridade exposta por mim parece não lhe convencer

Você esquiva-se ligeiramente

Foge por desconhecimento

Eu persevero

Corro atrás apenas do mais quero

Não vou gritar a todos

Nem serei dramático

Não preciso que o mundo inteiro veja

A quantidade nunca me satisfez

Da qualidade que necessito

Ela está em seu conjunto

Desde o sorriso até seu interior

Das madeixas a inteligência

Abandone por alguns segundos o seu sentido da visão

Acentue sua audição

Serei discreto

Ouça

Sinta minha voz emocionada e rouca em lhe dizer a verdade ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 18/12/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 12h57
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13/12/2007


LXVIII

 

A verdade é que minha paciência se esgota

Sou cada vez mais rocha

Não me surpreendo com qualquer fato

Semblante fechado

Insucessos

Algumas glórias me sustentam

Alguns progressos me alimentam

O dinheiro compra um instante

Engana por pouco tempo

A satisfação encontra-se num conjunto

Apesar do convívio social

Sou um conjunto unitário

Luto

Combato

Continuo na mesma

Entrando a fundo em um processo de envelhecimento

Amanhecer envolto de cobertas e sonhos delirantes

Constantes

Causticantes

Arquiteto tudo em minha mente

Na prática hesito

A certeza torna-se conflito

Não se sinta culpada

Desculpas não servem pra me animar

Você é como a maioria

Não soube interpretar alma confusa

Porém honesta como a minha ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 12/12/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 10h48
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28/11/2007


LXVII

 

A vida parece ser um enorme sinal de interrogação

Algumas respostas aparecem no decorrer do tempo

Perguntas surgem

Questionamentos são freqüentes

Somos terceiro mundo

Tratados muitas vezes como imundos

Em certas horas como vagabundos

Pagamos com lágrimas por causa do nosso duro excesso de inércia

Festejamos em demasia

Mesmo dormindo no léu das noites frias

Muito boato

Muita bisbilhotice

Muita intriga

Carnaval fora de época

Assim como nossos alunos

Apartheid camuflada

Elite pobre de espírito

Comemos migalhas feito pombos

Alguns sobrevivendo ainda em quilombos

Protestos seletos e tão silenciosos

Falsos profetas de uma mídia porca

Latimos desvairadamente entre os dentes

Não mordemos nada

Engolimos a seco

A seca

O descaso

Percalços

Assaltos

Todos têm violência entranhada feito odor

Todos estão perdendo a prática do verdadeiro amor

A si mesmo

Ao próximo

Transamos como animais irracionais no cio

Quando a moral é vendida

Considere-a perdida

Não se compra de volta

A pátria mãe gentil transforma-se em madrasta

Transforma-se não

Nós é que chegamos a esse nível

Desperdiçamos esse solo fértil

E ainda por cima leiloamos o mesmo

Sem dor nenhuma na consciência

O fim não está no apocalipse tradicional da bíblia

Ele está em nossos erros

São 507 anos pra se repensar...

 

(de Souza Cruz, Leandro 27/11/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 11h10
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21/11/2007


LXVI

 

Ajoelhado em um infinito deserto

Travando batalhas em nome de um futuro correto

Fugindo do incerto

A sobrevivência se faz necessária

Mesmo que o caminho seja uma viela fria e solitária

Esquivando de centenas de represálias

Vou fugir

Para algum lugar

Quero fugir

E não ter mais apenas que sonhar

Nasci para o triunfo

Quero degustá-lo nem que seja por alguns segundos

Dor

Eles querem ver minha cova

Eles querem a minha alma

Não está à venda

Subtrair a minha invejável calma

Vou fugir

Para algum lugar

Quero fugir

E não ter mais apenas que sonhar

Meu sangue é sagrado

Cada vez serei mais honrado

Amado ou odiado

Lutas

Feridas

Eu quero justiça

Atrás de um destino dourado

Progresso ardoroso

Degraus transpassados

Rumo ao momento glorioso

Esplendor

O suor das glorias já secou

O sonho enfim chegou

Vou fugir

Para algum lugar

Quero fugir

E não ter mais apenas que sonhar

Cavalgar

Vitórias eu vou galgar ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 19/11/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 09h11
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09/11/2007


LXV

 

Esperarei o quanto for preciso

Da sua presença necessito

Superando minhas expectativas

Tornando visível uma nova saída

Sua inteligência fulgurante

Lembranças suas vêem a todo instante

Você existe mesmo?

A minha mente não pode ter produzido isso

Você fixa meus olhos à tela

Entro numa nova era

Quero lhe apresentar o meu melhor

Afastar-te do que vier de pior

Não tenho medo de me precipitar

Vou lutar até alcançar

Esse grande prazer de te desejar

Mãos dadas de encontro ao luar ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 08/11/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 08h22
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06/11/2007


LXIV

 

Ser Humano

Bilhões existentes

Diversificados

Alguns vivem para reproduzir

Outros surgem pra destruir

O bem e o mal colidem

As crenças se ofendem

A maior religião deveria ser a inteligência

Creia num ser superior

Você mesmo

Faça tudo que quiser

Viva de acordo com seus conceitos

Lute pelos seus direitos

Não cultive esse miserável preconceito

A insignificância está em seu pesadelo

Ele não quer dizer nada que não possa acontecer

Ser ganancioso ao extremo é condenável

A febre do ouro extinguirá a sobrevivência na Terra

Não adianta esconder seu vazio atrás do dinheiro

Nos pequenos detalhes moldamos nossa trajetória

Se no final não for uma triunfal história

Orgulhe-se do que de bom foi realizado ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 06/11/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 11h00
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31/10/2007


LXIII

 

O que um dia foi solução

Hoje se tornou horror

Fadiga

Estresse

Terror

Suor estampando ardor

Quem tem timidez padece em suas próprias limitações

Não concretiza suas intenções

Duela contra perversos leões

Demônio !

Não tente destruir minha cordialidade

Contra você usarei a flecha de lealdade

Em nome de uma limpa humanidade

Mãe !

Dê-me a luz

Diga-me como carregar essa cruz

O ódio minha mente produz

Infelizmente a vingança me seduz

Não farei parte de seu império

Nem ouvirei seus discursos sem critério

Não serei mais um monge em seu cruel monastério

Lembre-se que sou um homem sério

Senhora da discórdia

Por você não terei mais nenhuma misericórdia

Correrei ao sucesso

Meu compromisso é o progresso

Sou inteligente

Nos meus ideais eu sou crente

Sou inteligente

Nadando contra maré

Tubarões

E correntes ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 30/10/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 07h34
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LXII

 

Amor

Não floresce em árvore

Como gostaria se fosse inesgotável

Pena que não se vende em comércio

Não pode ser explicado de forma fácil

Nem simples de ser diagnosticado

Quem dera se o mundo fosse infectado por ele

Quem me dera ser flechado por sua pessoa

Há quem diga que é bobeira

Besteira

Perda de tempo

Se for assim quero desperdiçá-lo bastante por onde andar

Amor

Como é difícil dizer a alguém

Sinônimo de loucura ?

Antônimo de ódio

Mesmo assim andam de mãos dadas

Eu amo te odiando

Você odeia me amando

Grandes laços

Pequenos detalhes

Não há trajetória sem dor

Não há vida sem amor ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 30/10/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 07h22
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30/10/2007


LXI

 

Como estou tão eufórico

Graças ao meu grande índice de teor alcoólico

Há muito tempo não sou crente ou católico

Fincado em sentimentos ilusórios

Estagnado num viver melancólico

De um passado que nunca foi heróico

Para um futuro intrigante

Talvez inconstante

Aflito em cada instante

Servindo de objeto em sua estante

Procuro

Não encontro

Desencontro a maneira e o lugar

O caminho que desejo trilhar

Ato de triunfar

O desespero abandonar

Sim

Devo

Escrevo

Luto contra o medo

Sair desse beco

Virar o jogo enquanto é cedo ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 29/10/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 12h19
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23/10/2007


LX

 

Faço das minhas mãos um instrumento do futuro

Uso minhas mãos para servir-me do que seja seguro

Faz clarear que estava escuro

Impulsiona-me a atravessar barreiras e muros

Escrever coisas corretas diferentemente das leis dos burros

Desliza no rosto de quem me desperta com sussurros

Que nunca desferiu um murro

Não elege quem diz absurdo

Convenientemente tapa-me os ouvidos pra que eu fique surdo

Ou seja

Livra-me de apuros

Meu principal escudo ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 22/10/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 08h04
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19/10/2007


LIX

 

No ciclo da vida aparecem milhares de pessoas

Muitas delas desaparecem sem deixar rastros

Outras voltam de forma triunfal

Trazendo de volta lembranças históricas

Suaves acontecimentos

Doces momentos

Eis que você retorna

Encontra-me em meio a um nada

Arrebata

Extasia

O que um dia foi profecia

Hoje se tornou realidade

Fidelidade da amizade

Do perfeito sabor de seus lábios que senti

Sentirei ainda

Você é diferente

Soma em minha vida

Subtrai as tristezas

Multiplica emoções

Divide o que há de melhor

Dessa sua fórmula mais que exata

Resulta num conjunto de surpresas

Como os anos te fazem bem

Exuberante

Que alegra meu humor inconstante

Cativa

Põe-me de volta na ativa

Tirando-me da inércia

Iluminando o meu tão frio interior

Com seu límpido calor

Contido em seu belo conjunto

Infeliz cego é aquele que não te valoriza

Surdo são aqueles que não te ouvem

Mudos são aqueles que se expressam mal sobre sua pessoa

Teria um enorme prazer em interpretar seu olhar

Estudar seus lindos cabelos negros e pele morena

Escutar a gramática de suas palavras

Se houver alguém que não te dê valor

Decifre esse relato

Mostre ao mundo o que você é

Do que é capaz

Pegue duas taças

E Brindemos a sua existência ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 19/10/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 14h02
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17/10/2007


LVIII

 

Sou um autista preso em meu mundo

Hermeticamente fechado em ilusões

Usado como se fosse remédio periódico

Pouco solícito a alguns

Beijando copiosamente o nada

Sendo afagado apenas pelo vento

Andando entre milhões de outros

Correndo atrás da luz redentora

Inspirando-me em meio a uma escuridão silenciosa

Aterrorizante breu triste

Não enxergo meu futuro

Estou cego e vendado

Pouco ar existente

Quero expandir em liberdade

Voar de encontro à calmaria ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 17/10/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 11h43
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16/10/2007


LVII

 

Da impressão que tu tiveste

Não representas nem de longe a realidade

O tempo não foste suficiente

Desperdício de qualidade

O cálice está vazio

Mente a navegar em loucuras

O sereno do escurecer confeita o espetáculo

Sedução entre tribos

Combustão dos sentidos

O mundo girou com mais intensidade

A noite encanta nossos prazeres

Almas do passado retornam

Diferentemente evoluídas

Se deliciem da minha carne

Enquanto me alimento do teu corpo

Troca de interesses promíscuos

Impulsos ardentes

Não há leis na hora do sexo ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 16/10/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 15h22
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09/10/2007


LVI

 

Um dia talvez

Possivelmente outrora

Erros não devem mais fazer parte

Chega de insucessos

Minha vida terá progressos

Revestida de glórias

Com suor salgado e aprazível

Lágrimas somente das vitórias

Darei menos importância à negatividade

Aprimorarei minha subjetividade

O intelecto enriquece

A natureza interior floresce

Perfumando minha trajetória de lutas

Que não são breves

Muito menos curtas

Fugir nunca

Transpor sim

Sinta minha intensidade

Da luz que transmito

A chuva nutre a criatividade que cultivo ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 09/10/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 15h10
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02/10/2007


LV

 

Surpresas fazem parte da nossa trajetória

Catástrofes ocorrem do inesperado

Do silêncio incomodativo surge uma explosão

A reviravolta se faz presente

A seriedade transforma-se em sorriso

Os planos aparecem na mente

Durmo um sono leve

Composto de vários momentos agradáveis

Você está em todos eles

Desculpe se não estou sendo discreto

A certeza me faz ser direto

Lembrar da sua pessoa é sempre um prazer

Se não houver reciprocidade

Não importa

Surpresa foi a sua aparição diante dos meus olhos

Catástrofe são os minutos que não tenho sua presença ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 02/10/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 15h12
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LIV

 

O mundo evolui numa velocidade aterrorizante

A inteligência mecânica prevalece

Agimos como máquinas desvairadas

O preço de nossas vidas é cada vez menor

Existem milhões que podem nos substituir

Você é apenas mais um

Por quê ?

Devemos nos destacar para escapar da degola

Proteja seu tão desejado pescoço

Cuidado para não ser pisoteado

Atrás de você tem várias pessoas querendo triunfar

Triunfar é ser rico

Fazer parte de uma minoria burguesa

Nadar em fortunas cobiçadas em sonhos

Ter emoções acorrentadas

Em nome do dinheiro

Dos bens que você deve atingir

Seus sentimentos padecerão

Nossos

A felicidade não importa mais

Em busca de objetivos mercenários

Porém prejudicais a saúde mental ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 01/10/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 07h35
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28/09/2007


LIII

 

Mate minha sede carnal

Seu doce veneno malicioso seduz

Meus lábios formigam de vontade

Você provoca mesmo estando estática

Dias sem se tocar

Sem se ver

Lembranças me martirizam

Meu corpo reage a sua imagem produzida na mente

Não quero perder em esquecimento o que passou

Mantenhamos vivo o que fazemos de melhor

Você também pensa assim

Temos percalços a destruir

Um milhão de pessoas para desviar

O toque é a nossa sustância

Abra seus olhos

 Pois tudo um dia padece

Inclusive a nossa química aparentemente perfeita e infalível

Você quer o mundo inteiro

Enquanto eu arquiteto o nosso possível

Pena que insiste em me desperdiçar

Até um dia que alguém recicle minhas qualidades e transforme em amor ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 28/09/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 15h15
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27/09/2007


LII

 

A inveja seca suas qualidades

Sua capacidade perdeu-se no tempo

Destruir é mais simples do que construir

O veneno é prejudicial até para você mesmo

Lute e alcance o que ainda veio

Não adianta cobiçar que não é seu

A competência não se tornou popular

Conquistas dependem de méritos

Transpor barreiras é fundamental

Eleve suas forças interiores

Sua alma já morreu

Ressuscite-a

As horas seguem seu ritmo

Você pode reverter falhas que lhe punem

Nade contra sua maré de azar ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 27/09/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 14h46
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25/09/2007


LI

 

Bons momentos são essenciais a todos

Pessoas especiais marcam nossas vidas

O prazer responsável nos revigora

Quando não nos sentimos devidamente valorizado

Devemos nos apegar em coisas consistentes

A quantidade pode não satisfazer

A qualidade nos completa

A certeza nos faz quebrar as correntes da tal vergonha

Que nos limita a não perseverar

Sentir-se importante é apenas um estado de espírito

Uma questão de humor

Dias espinhosos sempre passam

Seres humanos vazios também

Mas nunca a felicidade que você representa ao meu mundo ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 25/09/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 15h12
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21/09/2007


 

 

Pois bem, cheguei ao texto de número 50 ( L ), esse último não apresenta o tamanho dos outros, representa um assunto que tomou conta da minha realidade há alguns dias. Existe um texto oculto em meus rascunhos, de conteúdo forte que por enquanto não será revelado. Continuem a me fortalecer ! Que venham inspirações cada vez mais !! Abraço a todos !!!

 

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 13h08
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L

 

Duas histórias similares

Dois destinos incertos

Mentes ímpares

Uma única proposta

Abandonados por suas bondades visíveis

Engolidos pela falta de malícia

Duelando com espadas contra o tempo

Diferem da maioria seguidora do sistema imperativo

Necessitados a perseguir os ideais

Esquivando dos pudores internos

Não são banhados a ouro

Interesses inocentes

Enfrentando o descaso alheio

O acaso não ajuda

O presente não é imediato

Dois destinos abertos

Duas histórias sem final

A felicidade é escorregadia ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 20/09/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 08h56
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19/09/2007


XLIX

 

O luar se esconde em plena madrugada

A triste guerra insiste em perdurar

Vários sonhos foram comprados pelo marketing sedutor

Enquanto isso as lágrimas inundam suas famílias

Seus filhos duelam por falsos ideais auríferos

Pelo obrigatório amor a pátria infame

Finque a bandeira no solo deles

Eles sempre dirão que DEUS estará com vocês

O forte nunca esmorece no campo de batalha

O sangue adversário não tem valor

A ganância da elite escraviza

Proporciona um espetáculo deplorável

Rentável aos meios de comunicação

Cravando sua pobreza moral aos menos instruídos

Mate com convicção

Colonize o que não é seu

Mentiras ao vento

No futuro estarão nos livros de história

E as feridas ?

O líder permanece no erro

Morrerá em cima dele orgulhosamente

A nação enfim abriu os olhos vendados

Voltando-se contra o incompetente rei

Seu sucessor é tão falso como ele

De uma nação tão cega como sempre

Sua hegemonia cessará junto com seu reino de ignorância ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 19/09/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 15h23
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18/09/2007


XLVIII

 

O prazer desperta o meu corpo

A sua boca percorre minhas zonas mais sensíveis

O tempo limita-se apenas a olhar para nós

Temos um dia inteiro

Vamos colocar em dia o que perdemos com nossa infantilidade

Voltemos ao prazer

Pois nosso sexo é enormemente sincronizado

Os vizinhos que sofram com o nosso desfrute

Grite

Exponha o que está sentindo

Retire o demônio que habita em seu interior

Exorcizemos nosso estresse

Apaguemos as luzes

Se quiser faremos na presença dos holofotes

Você fica tão esplendorosa quando está iluminada

Nesse momento nem imagino em quanto está minha pressão

Vibre

Gaste suas unhas em minhas costas

Porque marcas também aparecerão em você

Não somos nem de longe o que aparentamos para o mundo

Enquanto nós juntos formamos uma intimidade ao quadrado

O paraíso que construímos a nossa volta

Causa inveja aos incompetentes

O prazer desaperta o seu corpo

Desperta-nos a continuar

Até o corpo não resistir mais ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 18/09/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 15h15
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14/09/2007


XLVII

 

Concentro o poder do futuro em minhas mãos

Render-me as adversidades jamais

O amor à vida incendeia-me como pavio

As inverdades que ouvi não me abateram

Sobrevivendo nesse século XXI

A luz nunca me faltará

Pago por acreditar na bondade humana

Pois a minha não vendo a ninguém

O meu corpo encontra-se erguido

Firme em seu árduo desempenho

Não perco tempo com pessoas fracas

Sua apatia não te leva a nada

A fraqueza não existe em meu dicionário

O tempo exige rapidez nos atos

Mantenho-me alerta aos desafios

Minha mente está sã me protegendo

Ataque à sabedoria e verás seu erro

Ela é fundamental para evoluirmos

A desculpa não apaga o passado

Evite os erros que vive cometendo

A paciência nunca será infinita

Alimente-me apenas com o seu melhor

Ou vá embora com suas limitações

Eu tenho valor inestimável

Que nem você saberia calcular

O meu orgulho me levanta ao sucesso

Sou incansável quando batalho pelos meus desejos

Concentro o poder do futuro em minhas mãos ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 14/09/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 14h15
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11/09/2007


XLVI

 

Ninguém secará as lágrimas de minha vitória

Não me ajoelharei perante a derrota

Meu sorriso vale uma vida

Os triunfos que ainda hei de desfrutar

Nada me abala

Nada me abalará

Sou uma rocha sempre firme

Orientado por aquele que todos conhecem

Minhas obrigações cumprirei

O punho fechado representa diretrizes que tracei

Não me acompanhe

Pois não terás pernas

Serei sempre feliz mesmo não sendo

Não darei esse prazer aos meus inimigos

Eles verão de baixo

O cavalgar do meu êxito

Todos que massacraram terão minha resposta digna

O ódio converti em lutas

Sem sangue

Sem dor

Lutei por inteligência e sabedoria

Você sabe o porquê de sonhar comigo

Sou importante pra ti

Para muitos igualmente

E continuarei sendo por muitos séculos ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 11/09/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 08h14
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03/09/2007


XLV

 

Mundo hipócrita

Enrustido em suas próprias heresias

Maquiado para corrigir suas imperfeições

O amor ao materialismo impera

Siga um modelo estereotipado e permaneça feliz

Compre sua máscara desejada

Esconda sua personalidade em troca de outra mais vistosa

O massacre da mídia sobre você é intenso

Sua inteligência não interessa a eles

Renda-se ao imediato

Seja instantâneo nos seus atos

Assim será mais suscetível ao sistema

Eles querem você como pupilo

Propague essas ideologias como um pastor

O mundo moderno padece por falta de uniformidade

A velocidade de dados progride

Você não precisa ser algo desejado

Apenas pareça

Trapaceie o próximo para galgar ao seu objetivo

Devaste a minoria rebelde

Eles não podem vencer ou crescer

O dinheiro é a língua

O dinheiro é a moeda

O dinheiro é a sua glória

O lucro quer a sua alma ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 03/09/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 15h23
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XLIV

 

Como farei para reprimir minha carência ?

Bebendo doses cada vez mais pesadas ?

Nadando até a parte mais funda do oceano ?

E deixando-me submergir ?

Passando-me como órfão para ser consolado ?

Escrevendo coisas pessoais e expondo ?

Correndo atrás de impossibilidades sonhadas ?

Marchando de encontro ao cotidiano ?

Trabalhando para fugir da verdade ?

Ou amargar o sabor da realidade ?

O corpo pode fingir até certo ponto

Mas a expressão do rosto revela

Como farei ?

Lutando contra minhas limitações ?

Escondendo-me no refúgio que me acolhe como um filho ?

Minha cama tornou-se um leito de desapontamento

Enxergar a luz ficou menos freqüente

Como reprimir ?

Diagnosticar o problema alheio é simples

Dar conselhos ou ajudar também

O difícil é gerenciarmos nossas vidas de forma racional ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 03/09/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 11h13
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31/08/2007


XLIII

 

O tempo nunca está ritmado com uma pessoa ansiosa

Ele arremata-me por dentro

Você criou essa situação

Fez-me ouvir frases nas quais pensava não escutar mais

Elevaram minha libido aos mais altos níveis

Você cometeu um lenocínio

Não diga que estou mentindo

Invadiu minha mente nas noites mais gélidas

Depois me colocou nas suas gavetas mais inúteis

Abrace primeiro suas prioridades banais

Amanhã me utilize com pilhas novas

O fantoche sempre está a postos

A culpa pode ser creditada a mim também

Quem não se dá valor respeita-se menos que o necessário

Minha honra já não resplandece

Por um dia retornei ao otimismo

As modernidades atuais me assustam

Sou um estrangeiro nesse novo século

A sua razão converge com a minha

Suas qualidades me inspiram

Diga somente outra vez

Não dirija a palavra não a minha pessoa

Estou novamente em conflito

Sufocado com a mesma liberdade que um dia já tive com você ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 31/08/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 13h40
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28/08/2007


XLII

 

Seja cautelosa ao carregar meu corpo

Muitas coisas morrerão comigo

Você Soube de todas elas

Talvez não tenha conseguido me lapidar

Desvalorizei-me milhares de dias

Privei-me de momentos vitais

Mas da sua pessoa não

Sou um conjunto de cacos por dentro

Minhas sobrancelhas caídas lhe dizem algo ?

O suicídio é uma doença

Enquanto não concretizada sempre retorna

Nunca desenvolva esse sentimento

Ou será prisioneiro de si

Sonhos amargos virão

A ressurreição não irá acontecer

O espírito de fênix abortou

As cinzas seguirão o vento

Não apareci para ser sua dúvida

Queria ser sua nova esperança

Agora estamos no inverno

Não estarei aqui para a próxima primavera

Olhe em volta de nós

Amanhã verá tudo de outro jeito

Suas lágrimas de hoje poderiam ser evitadas

Assim como as minhas

O rumo não foi o desejado

A noite será longa pra você

Beije a testa do meu cadáver

Deixe o tempo lhe recompor ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 28/08/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 14h58
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27/08/2007


XLI

 

O mal se virava a mim

Minha mediunidade aflorava

Vestia branco

Era mulher e não homem

Seduzia-me com doces toques ao ombro

Transpirava confiança onde passava

Era atração principal de muitos povos

Difundia a discórdia humana subjetivamente

Apossava-se da vida alheia como orientadora espiritual

Manipulava situação como peças de xadrez

Figura que aparentava santidade

De impressionante mentalidade maligna

Timbre de voz dócil

Dogma demoníaco

Pregado de forma subliminar

Virou-se a mim

Tentava aprisionar-me a ela

Nossos olhos duelavam

Suas mãos vinham a me persuadir

Meu sangue é límpido

O gosto do ódio já partiu há tempos

Seu talento é usado de forma inversa

Você morrerá sozinha em seus erros

Não tente me levar a esse caminho sem volta

Já não danço mais a beira do inferno ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 27/08/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 15h38
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24/08/2007


O texto feito abaixo é apenas uma influência de algumas bandas e letras de músicas que gosto, não reflete minha vida, é um tema novo no qual achei válido colocar no blog, variar caracteriza minha pessoa, se você é religioso em excesso não leia, vá para outro abaixo deste! Cheguei ao texto XXXX, é um prazer escrever, a sensação de alivio é infinita! Então, até as próximas postagens! Abraços!!!

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 12h57
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XL

 

Uma gota de sangue foi retirada

Cabelos doados coroarão a mistura perfeita

Batucadas em meio a um circulo humano

Começa o balé enlouquecido

Há fogo em torno de todos

Pinturas exóticas

Corpos nus em plena noite

A hipnose toma conta de alguns

Estou inoperante

Fascinado com o novo

Eles querem minha preciosidade

Minha bondade e inocência

Em troca eu quero a sabedoria e o poder

Um caminho sem clemência se aproxima

Ervas são servidas

Defeituosos viram alimentos de animais silvestres

Magos dialogam e gargalham

Vamos celebrar a meia-noite

Pactos são assinados

Uma mulher de figura diabólica é me ofertada

Manipularam minha fraqueza

Minha visão torna-se turva

Ao amanhecer serei outro

De subalterno a Rei

Viverei a ambição tão desejada

Abracei o paganismo ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 24/08/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 12h44
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20/08/2007


XXXIX

 

Deitado na relva de inverno

Enrosco meus dedos nos meus cachos curtos e crespos

A sensação de liberdade é infinita

O mar dita a nossa trilha sonora

Sinto suas mãos sutis em mim

A paz tomou conta do meu interior

Todo ódio de outrora se diluiu

As visões que tinha não se concretizaram

Nadei para longe do purgatório

Meus olhos enxergam além de antes

O doce gosto de viver volta à tona

Depois de percorrer uma longa estrada sinuosa percorrida

Contornei a curva e encontrei um anjo

Sua áurea abrangia todo ambiente

Uma mulher imponente

Fui tomado por inteiro pela sua serenidade

Você pôs suas mãos em minha cabeça

Glória !

Chegam ao fim os tempos de guerra

Eu me rendo perante ti

Curvo-me a sua presença

Sua figura arrebatou-me

Seremos salvadores

O nosso universo é esplendoroso

Beijou-me

Abrilhantando uma nova era

Dormi e acordei ao seu lado ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 18/08/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 10h14
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15/08/2007


XXXVIII

 

Mordida maligna que tu me deste

Assim o encanto se fez

Incorporou-me um feitiço

O desejo tomou conta do meu corpo

Dentes a ranger

Estou compulsivo por você

Como me deixaste desse jeito

Atraído pela sua alma e corpo

Conduza-me a ele

O meu olfato é perspicaz

Sinto-te a quilômetros de distância

Não adianta se esgueirar

Seus olhos matam toda a charada

Não me mostre apenas uma amostra

Quero todo conjunto da sua obra

Não quero arder em mais uma decepção

Ofereça-me o que tem de melhor

E será correspondida

Você quis meu sangue

Darei-lhe o quanto for preciso

Caminharemos a eternidade ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 15/08/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 14h34
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14/08/2007


XXXVII

 

Você está de frente ao seu inimigo

Apenas você pode vê-lo

Ninguém acredita mais em suas palavras

As veracidades de seus argumentos lhe deixaram

Você passou a caminhar sozinho

Beije o vento e sinta o sabor vazio

Lute em vão

Seu exército abortou há tempos

Você tornou-se vítima na vida

Quando a lucidez passa a ser rara

O bosque resplandecido transformou-se em seu vale da morte

Seus sonhos viraram batalhas infindáveis

Seu paladar traduz apenas sangue

O ser humano depende de sua sanidade mental

A falta dela é um risco para a espécie

Você passa a ser suspeito e ofensivo

Escravo

Seu comandante é invisível

Criado pela sua pessoa

Você está de frente ao seu inimigo

Seu inimigo é você mesmo

Cultivado pela sua insanidade ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 14/08/2007)

 

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 15h18
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13/08/2007


XXXVI

 

Somos filhos de um mundo opressor

Não ouse em não ser o que se pede

Siga os padrões estipulados

Vivemos numa selva sangrenta

Ostente seus bens

Esfregue na cara dos mais necessitados

Ficar sozinho é um fracasso

Olhe para o lado e todos têm pena de você

Carente nesse corre-corre diário

Acasale apenas para cumprir tabela

Caso contrário, será perseguido !

Não use essas roupas de palhaço

Você não passa de um rebelde sem causas

Nossa !

Quantas vezes já ouvi isso

Faça sexo em demasia

Seja homem

Depois disso grite ao mundo e diga a todos

Vozes continuam a ecoar em minha mente

A felicidade só interessa quando se agrada a terceiros

Acorde-me desse sonho

Você é um mais robô como muitos

Não ouse ser o que eu não quero

Sinto-me abduzido

Homem

Você está em mais uma ditadura humana

Onde só sua mente de te livrará das correntes

Seu passado te massacra

Seu presente é o cotidiano

E o seu futuro só depende de você

Não lute contra outros

Feche sua audição ao mal

Não continue a pular dois degraus

Que sonho estranho

Nossa !

Qual seria realmente meu valor ?

Não somos filhos de um mundo opressor

Oprimimos nós mesmos e uns aos outros ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 12/08/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 08h31
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XXXV

 

Não tenho convicção de mais nada

Minha mente está despovoada

Conformado a continuar caminhando

Estático em mais uma frustração

Sentado a olhar para janela desse ônibus

Que me leva ao abrigo espiritual

Como necessito de ti

Dormir para o recomeço

Ainda tenho forças

Mesmo não tendo brindado com você esta noite

Ficamos a seco mais uma vez

Transformei-me em um vidro

Manuseie com cautela

Ou deixe-me as moscas

Alguns segredos continuam ocultos

Será que existe tempo suficiente para eles serem revelados ?

Cair em si demorou

Seria melhor se nunca tivesse caído

A minha resistência colocada à prova

A sinceridade embargou na garganta fechada

Será que tudo se acaba por hoje ?

Não preciso de um beijo para esta noite

Mas sim um que seja pleno

Absoluto em seu momento

Olho para o futuro e vejo apenas mais algumas horas

Não vejo pessoas

Fiquei cego em decepções

Fiquei mudo para evoluir ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 07/08/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 07h32
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02/08/2007


XXXIV

 

Quanto mais engulo a angústia

Mais amargo sou

Ocultado atrás de uma face dura

Formada por um conjunto de atribulações

Sou um ser comum

Dotado de algumas limitações psicológicas

Antagonista desse sistema falho

Anarquista em minha essência

Mimado desde os primórdios

Único apenas único em meu reino

Abrace-me antes que seja madrugada

A ampulheta da vida está se esgotando

Meu potencial está aprisionado

Faça-me expandir como a luz

Um complemento se faz necessário

As mãos tornam-se cada vez mais frias

Nesse inverno implacável desses dias

Alimentar o corpo não significa alimentar a alma também

A luta da sobrevivência diária desgasta

A água já está a dois dedos da cabeça

O resgate ainda não veio

Estamos em agosto de 2007

A espera do apocalipse ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 01/08/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 07h33
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01/08/2007


XXXIII

 

Olho o mar

Tento driblar a amargura

A minha testa estampa meu estado

Se quiser saber como estou leia o que ela diz

As ondas me entretêm

Porque os problemas vão e voltam como elas ?

Porque me sinto atraído com essa imensidão ?

Porque estou só, a olhar o horizonte ?

O vento corta as feridas da minha trajetória

Como sou ingênuo em achar que um dia virei acompanhado ver essa paisagem

Diante de você tive tristezas

Falsas expectativas

Vivendo em estado vegetativo

Idealizando coisas fora do alcance

O exílio em que me encontro só me faz mal

Fui tão longe que não consigo me desvencilhar

Senti apenas o cheiro da esperança

Que se foi e parece não voltar

O sol já se põe

Junto com ele a minha lucidez

Estou sentado há horas aqui

Vivendo há duas décadas

Observando o rumo de minha vida chocar-se como ondas nas pedras

Descrente por frustrações

Anêmico por falta do básico vital

Daqui a alguns anos voltarei aqui no mesmo modo

Porque minha vida é tão previsível quanto o mar ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 01/08/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 12h50
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30/07/2007


XXXII

 

Arranhe

Morda

Que meu corpo seja seu alimento

Adentre meu mundo íntimo

Cicatrize as feridas derivadas do sofrimento

Enquanto isso eu te consumo com voracidade

O resultado da nossa atração pegajosa

Faz-me explodir em delírio luxuriante

Amor devasso

Digno de um quadro em molduras de ouro

Preencho-te de metais preciosos

Depois me introduzo em seu universo

Completamos-nos no embalo horizontal

Pois você sacia minha felicidade

Fazendo-me um ser humano completo

Estamos excitados a fazer mais

As chagas que suas unhas me causam

Revido em vermelhidões na sua pele

Vivemos no reino da selva

Escolha quem você quer ser hoje

Serei seu personagem preferido

O resto do mundo fica para amanhã

Pois somos dois em ebulição ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 30/07/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 12h54
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25/07/2007


Leandro de Souza Cruz


Escrito por Leandro de Souza Cruz às 08h10
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XXXI

 

Diante de seus olhos cultos

Estou a segundos do notável momento

Meus dedos deslizam em seu corpo

O fluxo sanguíneo aumenta

Sua imagem inabalável em minha fronte

Reciprocidade de sentimentos puros

Conseqüências de um amor impetuoso

Extasiados de uma infinidade de prazer

Sem nenhuma censura moral

Satisfação carnal

Imperador e imperatriz

Soberana do império é

Gritemos excentricidades

Extravagante é o nosso ato

Não apenas sexo

Troca de qualidades também

O pudor ficou nas roupas jogadas ao vento

Combinação do fogo que lambe a brasa

Misturamos-nos de forma homogênea

Fervor da paixão picante

Fomentamos o gesto inflamável

Arrombamos as portas da privacidade

De santa a libidinosa

De inibido a profanador

Beijos enérgicos

Geografia erótica

Sensação de alívio

Como é brando o gosto do pecado ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 24/07/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 08h04
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Pois bem, cheguei ao trigésimo texto nesse meu blog, espero que você que esteja acompanhando continue. A cada texto a responsabilidade aumenta, no início não acreditava que conseguiria passar de algumas postagens, vejo que minha mente ferve às vezes com idéias novas, aceito sugestões, prefiro não colocar muitas fotos, pois os temas principais são as palavras, o visual torna-se apenas detalhe. Não percam as próximas postagens. Um abraço a todos !!!

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 07h35
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19/07/2007


XXX

 

Você pode não saber quem realmente sou

Não posso me vangloriar, pois sou suspeito para falar

Estou pronto a me expor

Mesmo depois de várias tempestades

Olhar seu rosto e não sentir medo

Pronunciar palavras sem gaguejar

A felicidade pode estar a alguns minutos

Ou a alguns passos

A amplitude da minha imaginação

Aumenta minha estima antes inexistente

Amanhecer num jardim de esperança e sonhos

Que ainda não se concretizaram

Mas já posso ver glórias

A sua defensiva é normal

Arrisque-se ao meu encontro

Minhas mãos já estão estendidas

As feridas que carregamos cicatrizarão

E se um dia chorar por mim

Que seja de alegria e não de dor

A tranqüilidade que tanto desejamos

Faça parte da nossa história em breve

E que você seja fruto do meu renascimento ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 19/07/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 09h54
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17/07/2007


XXIX

 

Avistei uma aglomeração silenciosa

As pessoas estavam fazendo um círculo em volta de algo

Hesitei em chegar perto

O clima triste e fúnebre assolava todos ali

O som do choro não me comovia

Enquanto isso eu passeava entre as sepulturas

Sentia uma grande paz interior

A leveza de meus pensamentos me fazia sorrir demasiadamente

Não me dava conta do que tinha acontecido

As flores me atraiam

O cheiro delas me seduzia

A arquitetura local é fascinante

Dentre aquele ambiente vi um rosto

Logo me senti persuadido

Minha memória ressurgiu

Era você minha euforia vital

Mas por que estou aqui ?

Eu conheço aquelas pessoas

São muito próximas de mim

Caminho até eles

Vejo meus pais em pranto profundo

E todos aqueles que me amavam

No centro deles estava meu corpo

De olhos fechados para a vida

Mas abertos para eternidade

Morri em busca da serenidade interior que não tive em vida ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 17/07/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 10h24
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16/07/2007


XXVIII

 

O tempo vem sendo meu maior inimigo

Estamos fora de sintonia

As horas me escravizam

Oprimida minha mente sucumbe

Traga-me o que quero

Devolva quem me tiraste

Totalmente prisioneiro de ti

Acorrentado em algumas pendências

Sendo levado por ondas marítimas

Amargando uma solidão incompreendida

As paredes do meu quarto estão mais estreitas

Nem meu refúgio me conforta

O sono tornou-se tão pesado

Fazendo-me achar que não retorno

Não me diga para ser otimista

Algumas escolhas que fiz foram erradas

A descrença amorosa se desfez

Que a muito tempo não sinto

Por estar resguardado por traumas

Crucificado em reações psicológicas e físicas

Suplicando atenção

Esperançoso olho para o céu ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 15/07/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 07h59
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12/07/2007


              XXVII

 

                   Estou envolvido por uma atração avassaladora
                   Meu corpo logo se altera
                   O coração está a pulsar de forma vigorosa
                   Posicionada em minha frente está você
                   Meus pés batem ao chão fora de compasso
                   Seu olhar representa a força gravidade
                   Que de encontro estou indo
                   O suor desliza em minha testa
                   Compenetrado olho seus lábios
                   Eu os quero mesmo estando atrelado
                   Preso em minha timidez crônica
                   Apesar de você não acreditar
                   Minhas mãos cavalgam nas pernas
                   O pensamento produz fórmulas amorosas
                   Nem me recordo se já passei por isso
                   Seu sorriso cria uma atmosfera agradável
                   Quando meus dedos tocam seus braços
                   Senti-me magnetizado
                   Cada vez mais estamos próximos
                   A noite já havia caído
                   O tempo desatinava a andar
                   Enquanto mais ouvia sua voz
                   Mais eu me revigorava
                   O simples tornou-se mágico
                   O casual transformou-se em esplendoroso
                   A minha visão inteligentemente limitava-se a você
                   Foi uma experiência memorável
                   E na mente uma frase persistiu
                   Espero-lhe em seu regresso ...

 

                   (de Souza Cruz, Leandro 11/07/2007)


 

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 12h59
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XXVI

 

Estamos sujeitos a nos surpreender com a vida

O cotidiano pode nos limitar a rotina

Que vai minando o nosso humor

Podendo desencadear o estresse

Cumprir apenas obrigações é pouco

Acordar e repetir ações

Ver as mesmas pessoas

Dormir sem sonhar

Era isso que estava me acontecendo

Só que estamos sujeitos a mudanças

Às vezes o que precisamos é variar

Foi quando conheci uma pessoa ímpar

Algo Inesperado

Destino ?

Não sei

A sensação de renovação me domina

Sair da mesmice anterior

Conhecer você

Sentir seu conjunto de qualidades

Sentir-me leve como nunca

Sorrir sinceramente

Ver que as horas voam

Saber que você estava ali em minha frente

Da satisfação que senti

Quando sua voz eu ouvi

Percebi o tesouro que tu és em relação a mim

Saiba que perdi algumas boas oportunidades na vida

Estou diante de mais uma delas

Não quero que me chame de precipitado

Apenas deixe o inevitável acontecer ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 10 /07/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 11h30
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09/07/2007


XXV

 

Senhor

Por que as coisas chegaram a esse ponto

De uma infância promissora

A um futuro incerto

Esse quarto está cada vez mais estreito

As pernas estão fracas

Dai-me forças para reagir

Está muito difícil reverter

O vazio cada vez mais vazio

A luz não pode se apagar de vez

Senhor

Faça-me um lutador

De uns tempos pra cá a dor só me acompanha

Eu sou um de seus filhos

Não me abandone

Eu quero mudar

Sou culpado nessa situação

Quando parece melhorar

O frio volta mais intenso

E eu sozinho congelado

Quando pareço enxergar uma ilha pra me salvar

Ela some da minha visão

A felicidade escapou em meus dedos

Mas será que ela voltará ?

Senhor

Todo poderoso és

Você que me deu a benção de estar aqui

Estou muito grato por isso

Dê-me respostas

Fortaleça-me

Traga-me a paz que tanto preciso ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 09/07/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 15h08
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06/07/2007


XXIV

 

A minha mente programada para a defesa

O meu corpo preparado ao ataque

A força que tenho me move

Sentimentos !

O que é isso ?

O amor passou longe da minha trajetória

Hoje sou assim

Duro com todos e com a vida

Não me venha com esses assuntos

Nasci para isso

Não tente me converter

Dessas coisas não preciso

Sou um guerreiro bárbaro

Honrarei meus antepassados

Não fugirei das minhas origens medievais

Esta é a minha missão

A dor é meu cotidiano

As batalhas são constantes

Não me condene

Você não sabe como a minha vida é

Nasci para isso ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 02/07/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 09h50
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XXIII

 

Estava dormindo em meu quarto

Era madrugada fria

Quando uma presença eu sentia

O clima de tranqüilidade logo mudou

Não entendia nada

Não acredito em nada sobrenatural

Mas é tão latente e perceptível

O que será ?

Corria de um lado para outro

A atmosfera do local cada vez mais se transformava

O escuro era mais intenso

O rugido aumentava

Vozes a pedir socorro

Eu vi e ouvi tudo

Passivo e estático

O medo me dominou

Será que chegou a minha vez ?

A minha visão estava afetada

Não era um sonho

Acredite se quiser

Seriam lembranças de outra vida ?

Espíritos aparecem

Estavam atordoados

Eu também

Quando fechei e abri os olhos

Nada mais acontecia ou estava ali ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 28/06/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 09h01
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XXII

 

Você me pergunta como estou

Sobrevivendo eu respondo

Até quando ?

Até onde ?

Prefiro ficar maluco de uma vez

Do que enlouquecer aos poucos

Esse mundo é incompatível pra mim

Será que pra você também é ?

Será que juntos venceremos ?

Ou morreremos de mãos dadas ?

Algo de bom pode vir pra nós

A roda gigante da vida continua

E nós estamos nela assim como todos

Será que o amor vai vencer o desespero ?

A nossa fé pode nos ajudar

Mas será que nós temos fé ?

Somos humanos, tenho certeza

Pecados cometemos e continuaremos

Será que chegou o fim da linha ?

Será que sentirão falta de mim ?

E de você ?

Não fui, não sou popular

Fechado dentro minhas limitações

Sonhador como sempre

Muitos deles não concretizados

Só que a esperança acabou

Não vou chorar

Pois lágrimas já não tenho ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 19/06/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 08h26
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O exemplo do ódio que citei, acontecem com várias pessoas, muitos ultrapassam a barreira da sensatez ...

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 08h15
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29/06/2007


XXI

 

Tu não sabes o que acabaras de desencadear

Um simples gesto feito por ti pode mudar o mundo

Inclusive o meu

Não ultrapasses o seu espaço

Se queres permanecer vivo

Não me provoques

A força do meu ódio me descontrola

Não atravesses o meu caminho

Porque sentirás gosto de sangue

Fareis questão de bebê-lo

Degustarei da sua desgraça

Pois desgraçado és

A minha raiva por ti não tem limites

Você está na minha linha de tiro

Não se mexas

Livrarei-te da morte para lembrares de mim todas as noites

O medo passará a ser tua companhia

Veja como é bom provocar alguém

Chegou a hora de minha revanche

Esperei muito por isso

Movido por impulsos estou

Amargando o que você me fez

Dizem que a vingança é um prato que se come frio

Mas é a mesma que alimente a sede da minha justiça ...

 

(de Souza Cruz, Leandro 12/06/2007)

                                                                                               

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 09h43
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14/06/2007


       

         

    XX

 

            Dizer teu nome, não preciso
            Sinta e reflita
            O que eu escrevo é de coração
            Na vida surpresas acontecem
            Mas você está pronta pra se surpreender ?
            Sua imagem prevalece em minha mente
            Cabelos longos, pele morena
            Nossa !
            Minha visão compenetra nesse seu universo
            Tão perto de se chegar
            Tão longe de se tocar
            Ora !
            Quem sou eu ?
            Que é você ?
            Quero saber com muito prazer
            Nem sempre as coisas saem como queremos
            Assim é a vida
            O mundo é tão perigoso que não devemos nos abrir
            É aí que a intuição entra
            Queria ouvir sua voz
            Gostaria de ouvir-te falar
            E vou mais longe
            Preciso sentir sua doçura
            Mesmo que tu não queiras
            A lembrança que terei de ti será sempre ótima
            Saber que temos semelhanças me anima
            Não se feche as novidades
            Não se feche pra mim
            O tempo trará a verdade
            Que venha logo
            Que venha você
            Sua foto é uma escultura
            Apesar de não te conhecer profundamente
            Estou honrado
            Estou aqui...

 

            (de Souza Cruz, Leandro 10/06/2007)    

                 

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 19h07
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              XIX

 

            Arrebatador
            Foi assim que tudo começou
            Intrigante
            Foi assim que nos conhecemos
            Surpreendido
            O seu jeito me deixou
            Tão viva quanto à cor de seus cabelos
            Tão ousada quanto sua vestimenta
            Tão vulnerável quanto todos
            Por quê isso foi acontecer com você ?
            Não merecias
            Jovem e ativa
            Tão positiva pra me alegrar
            Eu te defenderia contra o mal
            Te protegeria
            Te envolveria em meus braços
            Enxugaria suas lágrimas
            Quero lhe mostrar o bem
            Não tenhas medo
            Pois eu apareci para ser seu anjo salvador ...

 

            (de Souza Cruz, Leandro 30/05/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 19h05
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                  XVIII

 

           A formação de uma mente assassina
           Um espírito violento
           Uma alma sanguinária
           Você pode me entender ?
           Quando se sente ódio e quer matar
           Destruir a vida de alguém
           Um indivíduo que lhe faz mal
           Você perde o controle
           O sentido racional muda
           Você quer ver sangue !
           Arrepia-se com a tensão
           Entre pensar e agir existe uma enorme diferença
           Aí que se forma a mente assassina
           E quando se age sabendo que está errado
           Você nem quer saber
           A vingança é um prato frio
           Mas também o alimento do ódio
           Que ruge pedindo ação
           A pulsação aumenta
           Pronto !
           Já está feito o ato
           Agora arque com as conseqüências...

 

          (de Souza Cruz, Leandro 29/05/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 19h02
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09/06/2007


        

                

              XVII

 

            Dois anjos cercam minha vida
            Me protegem
            Zelam pela minha alma
            Me dão a força necessária
            O sustento da sobrevivência
            Me orientam
            Dois anjos cercam minha vida
            Desviam-me do caminho para a morte
            Guiam-me para o bem
            Lutam contra o mal
            Afastam as forças negativas
            Por eles vivo e sobrevivo
            Luto
            Dou a minha vida Também
            Quando eu caía no inferno
            Senti-me resgatado
            Aliviado
            Restaurado pra continuar
            E prosseguir nesse ciclo
            Que não seria possível sem vocês
            Dois anjos que tenho em minha vida...

                       

            (de Souza Cruz, Leandro 29/05/2007)

Escrito por Leandro de Souza Cruz às 16h42
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